quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Velho Safado


Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e uma mãe alemã e mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de ter terminado seu último romance: Pulp (1994).
Publicou mais de 45 livros de prosa e poesia enquanto estava vivo, incluindo os romances Cartas na Rua (1971), Factotum (1975), Mulheres (1978), Misto Quente (1982) e Hollywood (1989). Seus livros mais recentes são as publicações póstumas de Open all night: new poems (2000), Beerspit Night & Cursing: The correspondence of Charles Bukowski & Sheri Martinelli 1960-1967 (2001), the night torn mad with footsteps (2001), Sifting Through the Madness for the Word, the Line, the Way: New Poems (2003).
No Brasil os últimos livros publicados são Hino da tormenta (2003) e Tempo de vôo para lugar algum (2004) que correspondem à primeira e à segunda parte do livro Open All Night: new poems.
A Editora Conrad lançou em 2000 a biografia do Bukowski escrita por Howard Sounes e intitulada Charles Bukowski - Vida e loucuras de um velho safado.

Fonte : http://www.spectroeditora.com.br

One Good Man - William Blake

William Blake nasceu em Londres em 1757, onde viveu praticamente quase toda a sua vida, morrendo em 1827. Filho de um comerciante rico, desde criança gostava de ler e desenhar. Aos dez anos de idade, foi enviado à escola de desenho e, aos quatorze anos, tornou-se aprendiz do famoso gravador James Basire. Dois anos depois, Blake começou a estudar e desenhar as igrejas de Londres, particularmente Abadia de Westminster cuja estilo gótico grandioso impressionou e o fascinou muito.
William Blake foi o primeiro dos grandes poetas Românticos ingleses, como também pintor, impressor, e um dos maiores gravadores da história inglesa. Suas imagens incluem o poeta do século 17, John Milton, descendo dos céus na forma de um cometa e caindo sobre o teto do pintor.
William Blake como tinha estado escrevendo poesia desde os onze anos, teve seus poemas impressos, em 1792, sob o título de " Poetical Sketches ".
Os poemas eram expressão espontânea de um gênio original e visto como um prodígio. A métrica empregada por ele recorre em grande parte ao verso em branco que era uma característica criativa da era Elizabetana.
A partir de 1784, Blake começa a publicar vários de seus poemas: Song of Innocence" e " The Book of Thel " que foi seguido brevemente por " The Marriage of Heaven and Hell ". Os livros eram todos gravados e impressos por ele com auxílio da esposa.
Blake foi um rebelde toda a vida; uma voz solitária contra a marcha da ciência e da razão. Talvez por isso tenha sido visto por seus contemporâneos como um lunático e tenha desfrutado de pouco sucesso quando vivo. Ele falava com anjos nas árvores e uma vez foi encontrado no jardim com sua mulher, ambos nus, brincando de Adão e Eva. Ao longo de toda a sua vida, William Blake foi incomodado pela pobreza, sendo amenizada por alguns amigos. Reclamou sobre a falta de reconhecimento de seu trabalho, mas percebeu logo que não estava só. Escreveu num desabafo:"Até Milton e Shakespeare não puderam publicar seus trabalhos".
A partir de 1794 dedicou-se a trabalhos mais poéticos e, entre eles, " The Gates of Paradise " e " Song of Experience ". Ilustrava com aquarelas seus poemas e trabalhos de amigos.
A maioria das pinturas de Blake (como "The Ancient of Days" sobre a fachada para a Europe: a Prophecy ) é de fato impressões feitas de pratos de cobre que ele cauterizou em um método ele escreveu Ter sido revelado a ele em um sonho. Ele e a esposa coloriram estas impressões com cores de água. Assim cada impressão é uma obra de arte sem igual.
Blake freqüentemente é chamado de místico, mas isto não é realmente preciso. Ele escreveu deliberadamente no estilo dos profetas hebreus e escritores apocalípticos. Ele pressentiu que seus trabalhos eram como expressões de profecias, enquanto seguia nos passos de Milton. Na realidade, ele acreditou claramente que foi a incorporação viva do espírito de Milton.
Aos 67 anos William Blake começou os desenhos para o " Inferno " da Divina Comédia de Dante, e foi tão dedicado que aprendeu o italiano para aprofundar melhor no universo de Dante; trabalhando nestes desenhos até os últimos dias de sua vida.
O trabalho Blake é a maioria das vezes analisado e julgado sob óticas pequenas. Mas os seus escritos iluminados e gravuras são todos, polegadas em tamanho, contudo, quando estudado, são detalhes meticulosos usados por ele, cada trabalho é visto como uma parte de um todo titânico, de um gênio.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

XV Mostra de Arte Primeiros Passos

Vamos prestigiar esta exposição que estará no periodo de 20.12.06 a 26.01.07 nos dias de terça a sexta de 9:30h as 12 h e de 13:30 h as 19:30 h - Sábado de 9 h as 14 h, confira abaxio algumas fotos das belas obras de nossos emergentes artistas locais:


segunda-feira, setembro 18, 2006

Pandora

Severa
Delatas a ausência do verbo
Imagina-te sem angustia e depressão,
Não podeis ser palavra e verbo?
Um credo é circunstância atônita em tuas palavras
Que agora tem o som da melancolia
E do frio do anoitecer
Chegam tão capazes de mudar
O insano tempo de ensandecer
Crispa teus pelos com lembranças
Não encosta tua sombra nos ombros de um tempo
Que foi açoite, porção de calos em tuas mãos que afagaram
Alheios ao teu vil amor
Ainda és esfinge
Devora-te
Oferece ao dias bilhetes corridos com emoção de dedo apertado na porta,dor de costa lanhada, foge de chinelos de cor do azul do céu, pois pisaras nas pontas das estrelas, segue um caminho assim, assado, cozido
Amado, de couro curtido, onde o sol se mistura com tinta azul de canetas pretas,e lendo livros que falam de bulas de remédios vencidos, válidos, valium Não deixe as palavras voarem pregue-as com pesos de papel cinzeiro amontoados em agulhas de linha, linhares, mares e marés, salva teu humor
Amarra a bandeira em garfosE deposita teu olhar na grafia de minha boca.

Robson

Fumo

Há horas trago
O cigarro em minha mão
Trago com a fumaça o tempo
De ser as horas
Minúsculas são minhas palavras
Trago agora o cigarro que esta na boca
A cada trago
A hora traz
Repente força as pupilas
Contração dos olhos perdidos na fumaça
De cada trago
As horas trouxeram agonia
Agora trago
Com o peito doendo
A mão que desce da cabeça
Esfarelando os cabelos
Amassando o resto do rosto
Arrancando o ultimo trago
Antes de despir
Meu
MedoTrago a mão à vontade de amassar meu mundo

Robson

Onde

Vão de asfalto
Vão no asfalto
Grisalho piso de sortido
Sofrimento
Resvalam marcas de pneus
a beira dos corpos
Em cada vão
Vão pessoas a dirigir suas vidas
Pelo vão se vão
De terra batida
De vida batida
Do sol que amolece
A vontade
De não sucumbir
Onde vão as pessoas que se escondem nos vãos
Pacatos vãos de vida
Vão no asfalto
Se vão com a vida
O vão da palavra acaba aqui.
Jazem, asfalto e vida.

Robson

O enigma Vivian Maier.

Fonte :  https://revistazum.com.br/colunistas/o-enigma-vivian-maier/ É difícil saber o que leva alguém a optar por atravessar a vid...