terça-feira, outubro 23, 2018

O enigma Vivian Maier.


Fonte : https://revistazum.com.br/colunistas/o-enigma-vivian-maier/


É difícil saber o que leva alguém a optar por atravessar a vida sem deixar pista sobre quem realmente foi. No caso da americana Vivian Maier (1926-2009), que permaneceu trancada dentro de si mesma para poder percorrer uma trajetória das mais excêntricas, talvez não tenha sido opção, e sim a única forma de saber existir. Ela jamais imaginou que, depois de morrer como quis – anônima, desconhecida, indevassada –, fosse causar tanto desalento a seus biógrafos e provocar tamanha curiosidade nos admiradores de sua surpreendente obra fotográfica.
Acaba de ser lançada nos Estados Unidos a terceira tentativa editorial de tirar a artista da sombra sob a qual ela se escondeu. “Vivian Maier: Self-Portraits”, coeditado por John Maloof e Elizabeth Avedon, vai ajudar a mostrar um pouco mais do fugidio personagem, através de 60 autorretratos inéditos – é neles que a fotógrafa deixa transparecer um pouco mais sua personalidade fracionada.
Ninguém melhor do que John Maloof, aliás, para tentar explicar o enigma Vivian Maier, coisa à qual ele se dedica de forma obsessiva há quase sete anos. Compreende-se. Aos 27 anos, Maloof presidia a Associação de Preservação Histórica do setor NorthWest de Chicago e garimpava material iconográfico para a elaboração de um livro. Certo dia de 2007, na casa de leilões RPN, teve a atenção chamada para alguns negativos esparsos num caixote. Mostravam cenas urbanas dos anos 1960. Deu um lance de U$ 400 pelo lote todo (30 mil negativos, 1600 rolos de filmes não revelados), sem ideia do conteúdo geral.
Visite o Portfólio dela : http://www.vivianmaier.com/

terça-feira, janeiro 27, 2015

E nas andanças da Net encontrei uma lista com bons Blogs sobre Música, pelo site Catraca Livre , a lista foi extraída de lá, vale a pela Conferir.

Basta clicar nos links abaixo para ter acesso a notícias, entrevistas e downloads por quem mais entende de música. Use a internet a favor dos seus ouvidos. Leia e escute.
Noize
Soma +

sexta-feira, novembro 25, 2011

As Sombras do Humano. Palestra.

O ódio não é irracional. Em determinadas situações, ele pode ser o “justo afeto”: famílias destruidoras, pais indiferentes, filhos egoístas, cônjuges infiéis, governos cruéis, religiões fundamentalistas, profissões insuportáveis. Filosofia, psicanálise e darwinismo se encontram na mesma indagação: o amor as vezes pode fazer mal? Olhar para as razões do ódio pode ser o melhor remédio contra o amor à mentira, a nova hipocrisia contemporânea. A questão de fundo a ser enfrentada é: quando amar seria um erro?

Luiz Felipe Pondé. Extraido do site da CPFL Culrura.



quinta-feira, novembro 25, 2010

Libertar, partir e chegar.

Ir é tão importante quanto ficar? Partir tem seu poder arraigado a Liberdade, realizam um culto que ecumeniza ânsias, frustrações, e muito mais, valorizam e quantificam a ideia de perda, maximizam nosso ideario de ida e vindas, aumentam a passagem, sinalizam nossas contrições e com a ida jejuamos algumas horas e depois tudo volta a ser ceú e inferno. Nossa fome é partida com os pés nos devaneios de um certo porvir inexorável, sem as fagulhas da prolixidade e das imensas goladas do esdrúxulo bêbado que já partiu faz tempo em suas goladas que sinalizam calçadas, meio fio, ressaca e chegada, não do imaculado homem sem alcool, mas do ser liberto do letargico momento que compõe para nossa existência a importância de se partir e deixar o ficar do ser que se foi.
Pois que parta já, parindo sem risos o trabalho e tudo mais, que se vá se esvaindo de si não de nós e acumule lembranças que somarão bolsas abaixo dos olhos. Para cada ida existe um trafegante ser que parte, lembra, isola, frustra, emociona e por fim liberta a partida para deixa de ser continuo e ressonante, deixa para que a música ressoe almas precisão da estática da chegada. Vai ver alma chegar!

terça-feira, agosto 24, 2010

Você já se acha Clássico?

Quem esta acostumado com elogios já escutou de tudo, pois bem, o que nos faz sermos Clássicos em nossa continua existência? Enquanto existo como pai em uma familia vou estabelencendo claramente minha indole clássica em ser participativo em vários aspectos como música, literatura e etc; Mas desde quando ser clássico passou a ser um elogio de fato? acredito que Clássico é abrangente demais, chega a ser incoerente com o que escrevo, pois escrever ainda que por meio digital não deixa de ser clássico, pois apenas substituimos as ferramentas, lápis papel e outros itens, mas percebão que a internet é clássica sendo hypermoderna, uma retorica clássica para saturar propositadamente este texto que se desdobra sobre hyperlinks que se perderam por entre olhos. Tudo isso nasce, assim teclando ao som de Lou Reed, entre uma faixa e outra, perdão! correção entre um MP3 e outro,mas não demora muito perceber que mesmo em MP3 Lou Reed ainda é um clássico.Porém ele serve a muitos outros propósitos, sua nobreza serve ao espirito cansado do trabalhador digital,que disprende seu tempo para atulizar seu blog, pouco acessado, porém, para manter um certo ar noir e clássico, mantenho aqui algo nada tradicional, ser clássico não envolve custos, nem formulas no Excel, ou redondilhas poeticas ofertadas milhares de poetas, mas sim se libertar de ocasos e acasos de sucessivos email que se juntam e somam mentes que desejam o dinheiro virtual, nossa rara atenção virtual, que cresce no sentido clássico para o usual olhar cibernetico, sem castrações, onde se consumam desejos atormentados por uma sugestiva solidão, diga-se de passagem, clássica, pois ira exigir de você atenção um certo grau depressivo, onde irá remoer certos tormentos alucinados, que envolvem relacionamentos perdidos. Sinto estupidamente clássico, insuportavelmente situado.Tenho agora a dimensão dos canais da TV a cabo são exatos 144 espaços de linhas pixelizadas, que suam mãos, taximetram SAP, pulverizam os clássicos com poderosos Blockbusters.
Sinto-me na obrigação de mendigar a paciência de quem lê, oferecendo-lhe a possibilidade de ser putamente franco quando se dispor a comentar minhas Epifanias, reveladas ao escutar música e de libertar loucura em letras do tipo verdana ou arial 12, sem negrio ou sublinhado, pois classicamente meus MP3s irão se repertir com o passar dos anos e esta loucura atemporal se mostrara percorrendo um caminho que sugere ser clássico em dizer que morrer pode ser como : clicar em iniciar- programas - Microsoft Office - Microsoft Word 2007. De alguma forma morrer já parece uma prática para melhor resistir a tentativa de ser eterno, o que mais é clássico para eternizar do que a fotografia, um gravador de voz, um imã de geledeira da coca -cola, ou um abajur cor de carne. Bom esta noite servi minha demência e minha independente loucura incursiva. Uma boa noite clássica a todos e que durante o seu processo de Clicar - Inicar - desligar seja tranquilo. Um belo Foda-se ao mais tradicional e franco estilo CLÀSSICO.

segunda-feira, maio 24, 2010

Mais Emily Dickinson

A Dor - expande o Tempo -
Eras se enrolam dentro da
Circunferência
De um só cérebro -

A Dor contrai - o Tempo -
Num mero Tiro
Milhões de Eternidades
Cabem num suspiro -

Emily Dickinson
Do Livro Não sou ninguém

Poesia - Emily Dickinson

Não podia beber se
Você antes não bebesse,
Por mais que a antecedesse
O Pensar da Sede.

Emily Dickinson
Do Livro Não Sou ninguém

terça-feira, maio 11, 2010

A Espera

Olhava em minhas fotografias e por vezes sorria quando identificava, a mim e Olivia abraçada, visivelmente e felizes, sim, felizes. Mas isso já tem certo tempo, fiz minhas escolhas e decidi quem com ou sem Olivia minha vida poderia ser melhor. Mas tudo isso é pura fachada, pois Olivia significa ainda muita coisa, penso aqui e ali nela, fico divagando e imaginando o que andara fazendo ela em seus dias?

Já não tenho tempo para pensar, apenas estou aqui Sundance Beach, recostado olhando o horizonte, fitando o leve raio solar que caiu ao longe se despedindo do dia e ambientado horas para o anoitecer, deste lugar onde estou sentado vislumbro um céu que compõe em sua dança nuances de cores que inspiram sensação de infinita liberdade, o céu que sempre quis admirar. Em minhas costas está minha morada, uma casa de um tom amarelo que se confunde em certas horas do dia com a areia da praia, cercada por uma vegetação colocada ali por mim, onde enumero samambaias, bromélias, roseiras, etc. tudo disposto em uma varanda que circunda a casa, algumas redes estão no entorno da varanda, balançadas pelo vento e com um leve frescor da chuva que caíra após o almoço; ao se chegar à sala vê-se certa bagunça, roupas e livros se confundem e se esconde, o odor de incenso é perceptível, um presente de Olivia ainda esta sobre a mesa, e na sala sua presença é perturbadora, mas é minha casa, e como a sala não pertence somente a mim em minhas memórias, vou a outro cômodo, tenho um corredor cheio de fotos, memoráveis, com vários amigos e familiares. Meu quarto não há de ser meu refugio, não quero refúgios. Tenho uma pequena cozinha onde Olivia e nós perdíamos as horas a rir e a conversamos, eu falei Olivia? Nossa, parece uma doença. Uma cozinha como qualquer outra a não ser pelas lembranças, não tenho área dos fundos, e francamente mostrar a casa e meio que me despir, não estou mais afim de nudez.

Retorno a varanda para continuar admirando aquele belo fim de tarde e uma silhueta esta sentada a frente de minha casa a observar o mesmo por de sol, não consigo definir quem seja, se homem ou mulher mais uma pessoas qualquer. Pergunto se que me fazer companhia e sentar ao meu lado ela sinaliza com um sinal de legal, levanta da areia limpando-se e caminha em direção a casa e sobe falando – Meus dias foram assim, viajando e imaginando se te encontraria aqui. – Diz ela com brilhos nos olhos, e abrindo os braços e dizendo meu nome: Mauricio.

O enigma Vivian Maier.

Fonte :  https://revistazum.com.br/colunistas/o-enigma-vivian-maier/ É difícil saber o que leva alguém a optar por atravessar a vid...