quarta-feira, setembro 26, 2007




Biografia:

Interpol é a temida polícia internacional. Isso significa então que esta banda de Nova Iorque faz músicas sobre o programa de tolerância zero, terrorismo e coloca sirenes de carro em suas músicas? Não, não há nada disso. Primeiro, o nome Interpol é apenas um "apelido" do vocalista Paul Banks. Paul, que nasceu na Inglaterra, levou uma vida nômade mundo afora junto com os seus pais. Quando morou na Espanha, os seus amigos o chamavam "Pol, Pol, Interpol". Segundo, o universo das músicas do Interpol é bem mais abrangente - liricamente e melodicamente - do que costumazes canções políticas.
O embrião do Interpol nasceu quando Daniel Kessler e um colega chamado Greg resolveram se juntar para tocar algumas músicas, com Daniel na guitarra e Greg na bateria. Logo em seguida, Daniel conheceu o baixista e tecladista Carlos "D" Dengler, e este entrou no grupo também. Para finalizar, Daniel convidou Paul, que ele havia conhecido em um temporada em Paris, para se juntar ao grupo. Uma única visita de Paul ao estúdio onde Daniel, Greg e Carlos tocavam foi suficiente para que ele se interessasse e integrasse a banda. Nascia assim o Interpol, em 1998.
A banda passou algum tempo dando duro, tocando em estúdios de última categoria, ensaiando e desenvolvendo pouco a pouco seu som. Em 2000, Greg deixou o grupo motivado por razões pessoais, dando lugar a Samuel Fogarino. Daniel conhecia Sam de uma loja de discos. No final desse mesmo ano, os primeiros lançamentos da banda: através do selo escocês Chemikal Underground, o Interpol lançou um EP que fazia parte de uma série chamada FukdID, e logo depois participou de uma coletânea chamada "Clooney Tunes", organizada pelo selo Fierce Panda.

No ano seguinte, a banda já tinha atingido um certo grau de reconhecimento, o que lhes permitiu serem escalados como banda de abertura de gente como Trail of Dead, Delgados e Arab Strap. O ano de 2001 continuou bom para a ascenção do grupo, quando participaram das famosas John Peel Sessions e passaram a ter alta rotatividade nas rádios e palcos europeus
Em novembro de 2001, ao lado dos produtores Peter Katis e Gareth Jones, a banda entrou no estúdio Tarquin (um antigo manicômio infantil), em Connecticut, EUA, para começar a gravar aquilo que seria um dos mais antológicos disco de estréia dos últimos tempos.
"Turn on the Bright Lights", o debut do Interpol, saiu em agosto do ano seguinte e conquistou de maneira quase unânime a crítica e o público ao redor do mundo. Apesar das freqüentes comparações com Joy Division e o post-punk britânico em geral, a banda trabalha sua atmosfera sombria e sonoridade densa de maneira original e bem apoiada na competência técnica de seus membros. O Interpol já se destacou o suficiente para ser apreciado e respeitado pela sua música, e não somente como uma das queridinhas da mídia atual, cuja voracidade para criar hypes voláteis parece estar em seu ápice. O presente do Interpol é brilhante e seu futuro, altamente promissor.
Após muitos shows e o reconhecimento, chegou a hora da importante prova do segundo disco. "Antics" é lançado em 2004, novamente bem recebido por crítica e público, mas sem o entusiasmo do debut de dois anos atrás. O que é natural, até porque a banda soube não cair na armadilha de não lançar um "Turn on the Bright Lights vol. 2". Com "Antics", o Interpol garante sua reputação de uma das mais competentes bandas atuais e sugere uma carreira de muitos bons discos ainda por vir.
Fabricio Boppré e Natalia Vale Asari/ set/2003atualizado em out/2004 por Fabrício Boppré
Retirado do Site - http://dyingdays.net

Discografia:

Turn on the Bright Lights - 2002 (Matador)
Antics - 2004 (Matador)

Referência em Arte

BASE-V é um grupo de artistas de São Paulo, Brasil. O grupo começou em 2002 com o lançamento da primeira edição da Revista V. Pouco depois o site do grupo tornou-se uma comunidade de artistas gráficos, publicando trabalhos do mundo inteiro. O grupo trabalha com diversas mídias, de publicações artesanais a instalações gráficas, misturando materiais e suportes; participa de exposições e coloca alguns trabalhos na rua.
Publicação independente é um forte campo de produção para o grupo, incluindo a segunda edição da Revista V, o nascimento da revista digital Maguila, que está indo para o número 10 e todas as publicações que se seguiram desde então. O grupo participou de algumas publicações como StereoPublication, Revista 45//30, Blank Magazine, Revista Simples, ComputerArts e outras, trabalhou com parceiros como Gravadora Trama, Next Five Minutes, Mídia Tática Brasil, Projeto Nave e fez exposições coletivas em espaços como Hype Gallery(Londres), Galeria Artetica (Roma), Galeria Choque Cultural, Museu de Arte Contemporânea de Americana e Museu de Arte Contemporânea de Bogotá (Colômbia).Projetos futuros incluem a publicação de mais edições de nossa nova série, Base-V Box, a produção de um livro em xerox com diversos artistas do mundo e novas edições da Revista V. A Base-V segue tentando criar novos espaços em artes gráficas e publicações, usando técnicas seculares ou mídias digitais, para expandir cada vez mais o acesso a nossa produção e de outros artistas pelo mundo afora.
Hoje, o grupo é formado por Danilo Oliveira, David Magila, Anderson Freitas e Rafael Coutinho.Para mais, escreva: info@base-v.org
Extraido do própio Site - http://www.base-v.org.

Rasga Mortalha

Meu antiacido
De limpar frieiras no estomago
Minha farda de SER anti-social
Minha face em madrepérola
Minhas lendas que se confundem
E se espalham por minha cabeça
São fomentos para minha náusea
Que se enche e fica a bufar
Irritada
Esbugalha olhos
Tortura sonhos
Esfola na pele vertiginosa
Trilha com tez das múltiplas
Peles de olhos
Que refletiam
O peso da ausência
A clausura e seu sentido
Estimulam a burocracia e o medo
Minha espora é pesada
Meus versos são curtos como minha sanidade
Meus intentos
Sou redundante em mim mesmo
Não sou cópia de nada e nada se agrega a mim
Infinita a música virou meu bueiro
Agora o peso mede minha força
Elevo minhas mãos ao firmamento
Quero entregar a noite
Lembranças que curtas como minha irrisória sanidade
Fazem-me sucumbir à violência de querer ser passado
E pesado sou relento de horas que amassaram o rosto com o resto pueril de minha insólita misericórdia
Incerta, turva, a vista não avista
Meu nada que urina por todo o corpo
Salobre
Insano
Caótico é não lembrar
O peso do nada no corpo que divide o tempo de
Ser antiácido e dissolver minha magoa.

O enigma Vivian Maier.

Fonte :  https://revistazum.com.br/colunistas/o-enigma-vivian-maier/ É difícil saber o que leva alguém a optar por atravessar a vid...