Meu antiacido
De limpar frieiras no estomago
Minha farda de SER anti-social
Minha face em madrepérola
Minhas lendas que se confundem
E se espalham por minha cabeça
São fomentos para minha náusea
Que se enche e fica a bufar
Irritada
Esbugalha olhos
Tortura sonhos
Esfola na pele vertiginosa
Trilha com tez das múltiplas
Peles de olhos
Que refletiam
O peso da ausência
A clausura e seu sentido
Estimulam a burocracia e o medo
Minha espora é pesada
Meus versos são curtos como minha sanidade
Meus intentos
Sou redundante em mim mesmo
Não sou cópia de nada e nada se agrega a mim
Infinita a música virou meu bueiro
Agora o peso mede minha força
Elevo minhas mãos ao firmamento
Quero entregar a noite
Lembranças que curtas como minha irrisória sanidade
Fazem-me sucumbir à violência de querer ser passado
E pesado sou relento de horas que amassaram o rosto com o resto pueril de minha insólita misericórdia
Incerta, turva, a vista não avista
Meu nada que urina por todo o corpo
Salobre
Insano
Caótico é não lembrar
O peso do nada no corpo que divide o tempo de
Ser antiácido e dissolver minha magoa.
quarta-feira, setembro 26, 2007
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