terça-feira, outubro 23, 2018

O enigma Vivian Maier.


Fonte : https://revistazum.com.br/colunistas/o-enigma-vivian-maier/


É difícil saber o que leva alguém a optar por atravessar a vida sem deixar pista sobre quem realmente foi. No caso da americana Vivian Maier (1926-2009), que permaneceu trancada dentro de si mesma para poder percorrer uma trajetória das mais excêntricas, talvez não tenha sido opção, e sim a única forma de saber existir. Ela jamais imaginou que, depois de morrer como quis – anônima, desconhecida, indevassada –, fosse causar tanto desalento a seus biógrafos e provocar tamanha curiosidade nos admiradores de sua surpreendente obra fotográfica.
Acaba de ser lançada nos Estados Unidos a terceira tentativa editorial de tirar a artista da sombra sob a qual ela se escondeu. “Vivian Maier: Self-Portraits”, coeditado por John Maloof e Elizabeth Avedon, vai ajudar a mostrar um pouco mais do fugidio personagem, através de 60 autorretratos inéditos – é neles que a fotógrafa deixa transparecer um pouco mais sua personalidade fracionada.
Ninguém melhor do que John Maloof, aliás, para tentar explicar o enigma Vivian Maier, coisa à qual ele se dedica de forma obsessiva há quase sete anos. Compreende-se. Aos 27 anos, Maloof presidia a Associação de Preservação Histórica do setor NorthWest de Chicago e garimpava material iconográfico para a elaboração de um livro. Certo dia de 2007, na casa de leilões RPN, teve a atenção chamada para alguns negativos esparsos num caixote. Mostravam cenas urbanas dos anos 1960. Deu um lance de U$ 400 pelo lote todo (30 mil negativos, 1600 rolos de filmes não revelados), sem ideia do conteúdo geral.
Visite o Portfólio dela : http://www.vivianmaier.com/

terça-feira, janeiro 27, 2015

E nas andanças da Net encontrei uma lista com bons Blogs sobre Música, pelo site Catraca Livre , a lista foi extraída de lá, vale a pela Conferir.

Basta clicar nos links abaixo para ter acesso a notícias, entrevistas e downloads por quem mais entende de música. Use a internet a favor dos seus ouvidos. Leia e escute.
Noize
Soma +

sexta-feira, novembro 25, 2011

As Sombras do Humano. Palestra.

O ódio não é irracional. Em determinadas situações, ele pode ser o “justo afeto”: famílias destruidoras, pais indiferentes, filhos egoístas, cônjuges infiéis, governos cruéis, religiões fundamentalistas, profissões insuportáveis. Filosofia, psicanálise e darwinismo se encontram na mesma indagação: o amor as vezes pode fazer mal? Olhar para as razões do ódio pode ser o melhor remédio contra o amor à mentira, a nova hipocrisia contemporânea. A questão de fundo a ser enfrentada é: quando amar seria um erro?

Luiz Felipe Pondé. Extraido do site da CPFL Culrura.



quinta-feira, novembro 25, 2010

Libertar, partir e chegar.

Ir é tão importante quanto ficar? Partir tem seu poder arraigado a Liberdade, realizam um culto que ecumeniza ânsias, frustrações, e muito mais, valorizam e quantificam a ideia de perda, maximizam nosso ideario de ida e vindas, aumentam a passagem, sinalizam nossas contrições e com a ida jejuamos algumas horas e depois tudo volta a ser ceú e inferno. Nossa fome é partida com os pés nos devaneios de um certo porvir inexorável, sem as fagulhas da prolixidade e das imensas goladas do esdrúxulo bêbado que já partiu faz tempo em suas goladas que sinalizam calçadas, meio fio, ressaca e chegada, não do imaculado homem sem alcool, mas do ser liberto do letargico momento que compõe para nossa existência a importância de se partir e deixar o ficar do ser que se foi.
Pois que parta já, parindo sem risos o trabalho e tudo mais, que se vá se esvaindo de si não de nós e acumule lembranças que somarão bolsas abaixo dos olhos. Para cada ida existe um trafegante ser que parte, lembra, isola, frustra, emociona e por fim liberta a partida para deixa de ser continuo e ressonante, deixa para que a música ressoe almas precisão da estática da chegada. Vai ver alma chegar!

terça-feira, agosto 24, 2010

Você já se acha Clássico?

Quem esta acostumado com elogios já escutou de tudo, pois bem, o que nos faz sermos Clássicos em nossa continua existência? Enquanto existo como pai em uma familia vou estabelencendo claramente minha indole clássica em ser participativo em vários aspectos como música, literatura e etc; Mas desde quando ser clássico passou a ser um elogio de fato? acredito que Clássico é abrangente demais, chega a ser incoerente com o que escrevo, pois escrever ainda que por meio digital não deixa de ser clássico, pois apenas substituimos as ferramentas, lápis papel e outros itens, mas percebão que a internet é clássica sendo hypermoderna, uma retorica clássica para saturar propositadamente este texto que se desdobra sobre hyperlinks que se perderam por entre olhos. Tudo isso nasce, assim teclando ao som de Lou Reed, entre uma faixa e outra, perdão! correção entre um MP3 e outro,mas não demora muito perceber que mesmo em MP3 Lou Reed ainda é um clássico.Porém ele serve a muitos outros propósitos, sua nobreza serve ao espirito cansado do trabalhador digital,que disprende seu tempo para atulizar seu blog, pouco acessado, porém, para manter um certo ar noir e clássico, mantenho aqui algo nada tradicional, ser clássico não envolve custos, nem formulas no Excel, ou redondilhas poeticas ofertadas milhares de poetas, mas sim se libertar de ocasos e acasos de sucessivos email que se juntam e somam mentes que desejam o dinheiro virtual, nossa rara atenção virtual, que cresce no sentido clássico para o usual olhar cibernetico, sem castrações, onde se consumam desejos atormentados por uma sugestiva solidão, diga-se de passagem, clássica, pois ira exigir de você atenção um certo grau depressivo, onde irá remoer certos tormentos alucinados, que envolvem relacionamentos perdidos. Sinto estupidamente clássico, insuportavelmente situado.Tenho agora a dimensão dos canais da TV a cabo são exatos 144 espaços de linhas pixelizadas, que suam mãos, taximetram SAP, pulverizam os clássicos com poderosos Blockbusters.
Sinto-me na obrigação de mendigar a paciência de quem lê, oferecendo-lhe a possibilidade de ser putamente franco quando se dispor a comentar minhas Epifanias, reveladas ao escutar música e de libertar loucura em letras do tipo verdana ou arial 12, sem negrio ou sublinhado, pois classicamente meus MP3s irão se repertir com o passar dos anos e esta loucura atemporal se mostrara percorrendo um caminho que sugere ser clássico em dizer que morrer pode ser como : clicar em iniciar- programas - Microsoft Office - Microsoft Word 2007. De alguma forma morrer já parece uma prática para melhor resistir a tentativa de ser eterno, o que mais é clássico para eternizar do que a fotografia, um gravador de voz, um imã de geledeira da coca -cola, ou um abajur cor de carne. Bom esta noite servi minha demência e minha independente loucura incursiva. Uma boa noite clássica a todos e que durante o seu processo de Clicar - Inicar - desligar seja tranquilo. Um belo Foda-se ao mais tradicional e franco estilo CLÀSSICO.

segunda-feira, maio 24, 2010

Mais Emily Dickinson

A Dor - expande o Tempo -
Eras se enrolam dentro da
Circunferência
De um só cérebro -

A Dor contrai - o Tempo -
Num mero Tiro
Milhões de Eternidades
Cabem num suspiro -

Emily Dickinson
Do Livro Não sou ninguém

Poesia - Emily Dickinson

Não podia beber se
Você antes não bebesse,
Por mais que a antecedesse
O Pensar da Sede.

Emily Dickinson
Do Livro Não Sou ninguém

terça-feira, maio 11, 2010

A Espera

Olhava em minhas fotografias e por vezes sorria quando identificava, a mim e Olivia abraçada, visivelmente e felizes, sim, felizes. Mas isso já tem certo tempo, fiz minhas escolhas e decidi quem com ou sem Olivia minha vida poderia ser melhor. Mas tudo isso é pura fachada, pois Olivia significa ainda muita coisa, penso aqui e ali nela, fico divagando e imaginando o que andara fazendo ela em seus dias?

Já não tenho tempo para pensar, apenas estou aqui Sundance Beach, recostado olhando o horizonte, fitando o leve raio solar que caiu ao longe se despedindo do dia e ambientado horas para o anoitecer, deste lugar onde estou sentado vislumbro um céu que compõe em sua dança nuances de cores que inspiram sensação de infinita liberdade, o céu que sempre quis admirar. Em minhas costas está minha morada, uma casa de um tom amarelo que se confunde em certas horas do dia com a areia da praia, cercada por uma vegetação colocada ali por mim, onde enumero samambaias, bromélias, roseiras, etc. tudo disposto em uma varanda que circunda a casa, algumas redes estão no entorno da varanda, balançadas pelo vento e com um leve frescor da chuva que caíra após o almoço; ao se chegar à sala vê-se certa bagunça, roupas e livros se confundem e se esconde, o odor de incenso é perceptível, um presente de Olivia ainda esta sobre a mesa, e na sala sua presença é perturbadora, mas é minha casa, e como a sala não pertence somente a mim em minhas memórias, vou a outro cômodo, tenho um corredor cheio de fotos, memoráveis, com vários amigos e familiares. Meu quarto não há de ser meu refugio, não quero refúgios. Tenho uma pequena cozinha onde Olivia e nós perdíamos as horas a rir e a conversamos, eu falei Olivia? Nossa, parece uma doença. Uma cozinha como qualquer outra a não ser pelas lembranças, não tenho área dos fundos, e francamente mostrar a casa e meio que me despir, não estou mais afim de nudez.

Retorno a varanda para continuar admirando aquele belo fim de tarde e uma silhueta esta sentada a frente de minha casa a observar o mesmo por de sol, não consigo definir quem seja, se homem ou mulher mais uma pessoas qualquer. Pergunto se que me fazer companhia e sentar ao meu lado ela sinaliza com um sinal de legal, levanta da areia limpando-se e caminha em direção a casa e sobe falando – Meus dias foram assim, viajando e imaginando se te encontraria aqui. – Diz ela com brilhos nos olhos, e abrindo os braços e dizendo meu nome: Mauricio.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Amor Bastante

quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto .

Paulo Leminsk

quarta-feira, junho 11, 2008

Nascer

O filho já tinha nome, enxoval, brinquedo e destino traçado. Era João, como o pai, e como aconselhavam a devoção e a pobreza. Enxoval e brinquedo de pobre, comprados com a antecedência que caracteriza não os previdentes, mas os sonhadores. E destino, para não dizer profissão, era o de pedreiro, curial ambição do pai, que, embora na casa dos 30, trabalhava ainda de servente.

Tudo isso o menino tinha, mas não havia nascido. Eles nascem antes, nascem no momento em que se anunciam, quando há realmente desejo de que venham ao mundo. O parto apenas dá forma a uma realidade que já funcionava. Para João mais velho, João mais moço era uma companhia tão patente quanto os colegas da obra, e muito mais ainda, pois quando se separavam ao toque da sineta, os colegas deixavam por assim dizer de existir; cada um se afundava na sua insignificância, ao passo que o menino ia escondido naquele trem do Realengo, e eram longas conversas entre João e João, e João miúdo adquiria ainda maior consistência ao chegarem em casa, quando a mãe, trazendo-o no ventre, contudo o esperava e recebia das mãos do pai, que de madrugada o levara para a obra.

Estas imaginações, ditas assim parecem sutis; não havia sutileza alguma em João e sua mulher: Nem o casal percebia bem que o garoto rodava entre os dois como um ser vivo; pensavam simplesmente nele, muito, e confiados, e de tanto ser pensado João existiu, sorriu, brincou na simplicidade de ambos. Como alguém que, na certeza de um grande negócio, vai pedindo emprestado e gastando tranqüilamente, João e a mulher sacavam alegrias futuras. João sentia-se forte, responsável. Escolhera o sexo e a profissão do filho; a mulher escolhera a Cor; um moreno claro, cabelo bem liso, olhos sinceros. Não havia nada de extraordinário no menino, era apenas a soma dos dois passada a limpo, com capricho.

Esperar tantos meses foi fácil. O menino já tomava muita parte na vida deles, nascer era mais uma formalidade. Chegou março, com um tempo feio à noite, que ameaçava carregar o barraco. A mulher de João acordou assustada, sentindo dores. Pela madrugada, correram à estação; a chuva passara, mas o trem de Campo Grande não chegava, e João sem poder mexer-se. As dores continuavam, João levou tempo para pegar uma carona de caminhão.

Na maternidade não havia médico nem enfermeira que o temporal tinha retido longe. João perdera o dia de serviço e esperou determinado. Afinal, levaram a mulher para uma sala onde cinco outras gemiam e faziam força. João não viu mais nada, ficou banzando no corredor. Entardecia, quando a porta se abriu e a enfermeira lhe disse que o parto fora complicado, mas agora tudo estava em ordem, a criança na incubadora. "Posso ver?" "Depois o senhor vê. Amanhã." Amanhã era dia de pagamento, não podia faltar à obra. Voltaria domingo. Mas no dia seguinte, à hora do almoço, telefonou uma complicação, não se ouvia nada, alguém da secretaria foi indagar! Respondeu que tudo ia bem, ficasse descansado.

Domingo pela manhã, João se preparava para sai; Quando a ambulância silvou à porta, e dela desceu, amparada, a mulher de João. "O menino?" "Diz que morreu na incubadora, João." "E era mesmo como a gente pensava moreninho, engraçado?" Ela baixou a cabeça. "Não sei João. Não vi. Eu estava passando mal, eles não me mostraram".
E o menino, que tinha sido tanto tempo, deixou de repente de ser.
(Carlos Drummond de Andrade, Seleto em Proso e Verso, Liv. José Olímpio, J 978, PP 65 o 66)

Estio

Com remorso ele olhava para quem estava a sua frente, e pensava! Não temos a mesma vida, mas a mesma importância para algumas pessoas; em sua mente perturbada pensava em violência, nos mais variados níveis, queria aniquilar qualquer um naquele dia, tudo seria possível; em sua cabeça rápidas imagens de atos violentos desfilavam; tudo visto por ele na TV, já se encontrava anestesiado e farto de ver sangue, estupros, enfim queria poder ter oportunidade de poder praticá-los, queria se sentir impressionado com sangue alheio entre seus dedos, e se engasgar, ao presenciar o medo expressado por quem morreria por suas mãos, o olhar, a dor, o desespero, de implorar a vida que não é a mesma, mas que tem sentido para muitos.
A situação não é de se colocar no lugar de ninguém, mas medir a distância entre estes dois extremos, o olhar de quem mata e o de quem morre e os de quem olham tudo pela TV, não há na morte sensibilidade que explique esta experiência de se ver morrer por outro que continuará a matar e determinar o seu fim com ou sem requintes de crueldade. A morte que arrasta seu sangue pelos jornais e bem diferente daquela que vem com a velhice e outras doenças congênitas ou adquiridas, ela tem o peso de uma faca expondo vísceras, mutilando um corpo, atravessando órgãos, cegando, queimando, afogando, quase impossível enumerar variações, ela não carrega em seu punho foices e nem veste preto, não chega a ser tão figurativa assim, mancha nossas vidas com perdas.

Mas, resolveu que neste dia viria a perdoar todos os transeuntes, não haveria vitimas fatal por conta de seus delírios queria agora dormir e se ver livre da idéia de morte, mas a morte é a cola da vida, não se dorme sem ela as espreitas, a cada hora de seu sono seu corpo desequilibrava em espasmos e alucinava em gritos, acordaria com o corpo marcado de hematomas e a face desfigurada pelo medo de seus sonhos, certamente começava a viver sua morte, a hecatombe de uma mente, o passamento de suas idéias, o fim de sua normalidade, começava ali a violência da loucura.
O delírio ao escutar qualquer som e associá-lo a gritos, as lembranças, a calma como toda esta loucura dimensiona seu mal e retalha o caráter decompõe a memória, exila pensamentos, o homem que ponderou não assassinar pessoas sofre sua metamorfose e desfigurado pela loucura assina papeis em branco, aniquila seu papel na sociedade, seu olhar agora se assemelha ao de quem morre ao ser flagrado em rua escura e lhe tem o brilho dos olhos apagados, em sua loucura todos os dias são escuros, a chuva penetra seu corpo, gesticula sozinho em seu hábito de dialogar com alguém, imagina que as ruas são os imensos corredores de sua casa e ali anda infinitamente perdido, não a quartos para abrigá-lo. Imagina-se sendo ofendido por todos e ao passarmos somos ofendidos por ele, também seremos alvos de sua fúria em algum momento, quando ele se imaginar agredido.

Mas esta perdido de amor por alguma mulher, que ele nunca irá tocar em sua infinita loucura, e quando a imagina fica resignado, silencia. Em seus surtos esbraveja com tudo a sua volta, a loucura se liberta nos surtos?(alguém pergunta!). O homem que imagina ser motorista de automóvel, e conduz seu corpo por entre veículos na cidade grande manobrando seu volante, os andarilhos que percorrem a cidade falando aos ventos, o apanhador de trecos, com suas sacolas cheias de objetos que para ele são úteis, existem aqueles que se confundem em meio às pessoas que ocupam os coletivos, estes silenciosos lançam seus olhares perdidos e vagam sem direção, seria somente solidão ou uma silenciosa loucura?

sexta-feira, junho 06, 2008

Lamúria

e que me dêem flores
e me lacem a vida
e despejem em mim
Sonatas de agouros
e que levem de mim
o que sempre foi teu.

que nada seja o sempre
e que desejar
seja mais forte
que meus dias com mau humor
de ti,de nós, deles
e de quem mais
vislumbrar
o acaso.

Penso que o avesso
de ti em estar
aqui é Tudo
por nada ver em mim solidão
E solitário
estarei somente
em intentos
e rompantes
surtos
ocaso.

Carlos Robson

Azevichado

E por voltar de um tempo
Sem precisão
E de paixões
onde os caminhos são todos
noturnos
passadiços de novos
corações
imaculados
elocubrar sobre o tempo é nada
que deixa nossa vida mareada
com nossas volúpias
com nossos intentos juvenis
em notória
pausa e silenciada
pelo ser
que agora cabuloso
não comemora com vícios
mas agride com o silêncio
peçonhento
de ser nada.

Carlos Robson

terça-feira, maio 06, 2008

Cinema - Alguns Bons Filmes

Win Wenders

2000 - O hotel de um milhão de dólares (The Million Dollar Hotel)
1999 - Buena Vista Social Club (Buena Vista Social Club)
1987 - Asas do desejo (Der himmel über Berlin)
1994 - O céu de Lisboa (Lisbonne story)

Jim Jarmusch

2005 - Flores partidas (Broken flowers)
2003 - Sobre café e cigarros (Coffee and cigarettes)
1991 - Uma noite sobre a Terra (Night on Earth)
1999 - Ghost Dog (Ghost Dog: The way of the samurai)


David Lynch

2001 - Cidade dos sonhos (Mulholland Drive)
1990 - Twin Peaks (Twin Peaks) (TV)
1980 - O homem-elefante (Elephant man, The)

David Cronenberg

1983 - Na hora da zona morta (Dead zone, The)


Tim Burton

2003 - Peixe Grande e suas histórias maravilhosas (Big fish)
1999 - A lenda do cavaleiro sem cabeça (Sleepy Hollow)
2007 - Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da rua Fleet

Robert Altman

2001 - Assassinato em Gosford Park (Gosford Park)
1970 - M*A*S*H* (M*A*S*H*)

Spike Lee

1999 - O verão de Sam (Summer of Sam)
2002 - A última noite (25th hour)
1992 - Malcolm X (Malcolm X)

Emir Kusturica

2001 - Memórias em Super 8 (Super 8 stories)
1995 - Underground - Mentiras de guerra (Underground)

Quintana

I

Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!

Mario Quintana - A Rua dos Cataventos

A mim basta a poesia

A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas,
que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros

quarta-feira, setembro 26, 2007




Biografia:

Interpol é a temida polícia internacional. Isso significa então que esta banda de Nova Iorque faz músicas sobre o programa de tolerância zero, terrorismo e coloca sirenes de carro em suas músicas? Não, não há nada disso. Primeiro, o nome Interpol é apenas um "apelido" do vocalista Paul Banks. Paul, que nasceu na Inglaterra, levou uma vida nômade mundo afora junto com os seus pais. Quando morou na Espanha, os seus amigos o chamavam "Pol, Pol, Interpol". Segundo, o universo das músicas do Interpol é bem mais abrangente - liricamente e melodicamente - do que costumazes canções políticas.
O embrião do Interpol nasceu quando Daniel Kessler e um colega chamado Greg resolveram se juntar para tocar algumas músicas, com Daniel na guitarra e Greg na bateria. Logo em seguida, Daniel conheceu o baixista e tecladista Carlos "D" Dengler, e este entrou no grupo também. Para finalizar, Daniel convidou Paul, que ele havia conhecido em um temporada em Paris, para se juntar ao grupo. Uma única visita de Paul ao estúdio onde Daniel, Greg e Carlos tocavam foi suficiente para que ele se interessasse e integrasse a banda. Nascia assim o Interpol, em 1998.
A banda passou algum tempo dando duro, tocando em estúdios de última categoria, ensaiando e desenvolvendo pouco a pouco seu som. Em 2000, Greg deixou o grupo motivado por razões pessoais, dando lugar a Samuel Fogarino. Daniel conhecia Sam de uma loja de discos. No final desse mesmo ano, os primeiros lançamentos da banda: através do selo escocês Chemikal Underground, o Interpol lançou um EP que fazia parte de uma série chamada FukdID, e logo depois participou de uma coletânea chamada "Clooney Tunes", organizada pelo selo Fierce Panda.

No ano seguinte, a banda já tinha atingido um certo grau de reconhecimento, o que lhes permitiu serem escalados como banda de abertura de gente como Trail of Dead, Delgados e Arab Strap. O ano de 2001 continuou bom para a ascenção do grupo, quando participaram das famosas John Peel Sessions e passaram a ter alta rotatividade nas rádios e palcos europeus
Em novembro de 2001, ao lado dos produtores Peter Katis e Gareth Jones, a banda entrou no estúdio Tarquin (um antigo manicômio infantil), em Connecticut, EUA, para começar a gravar aquilo que seria um dos mais antológicos disco de estréia dos últimos tempos.
"Turn on the Bright Lights", o debut do Interpol, saiu em agosto do ano seguinte e conquistou de maneira quase unânime a crítica e o público ao redor do mundo. Apesar das freqüentes comparações com Joy Division e o post-punk britânico em geral, a banda trabalha sua atmosfera sombria e sonoridade densa de maneira original e bem apoiada na competência técnica de seus membros. O Interpol já se destacou o suficiente para ser apreciado e respeitado pela sua música, e não somente como uma das queridinhas da mídia atual, cuja voracidade para criar hypes voláteis parece estar em seu ápice. O presente do Interpol é brilhante e seu futuro, altamente promissor.
Após muitos shows e o reconhecimento, chegou a hora da importante prova do segundo disco. "Antics" é lançado em 2004, novamente bem recebido por crítica e público, mas sem o entusiasmo do debut de dois anos atrás. O que é natural, até porque a banda soube não cair na armadilha de não lançar um "Turn on the Bright Lights vol. 2". Com "Antics", o Interpol garante sua reputação de uma das mais competentes bandas atuais e sugere uma carreira de muitos bons discos ainda por vir.
Fabricio Boppré e Natalia Vale Asari/ set/2003atualizado em out/2004 por Fabrício Boppré
Retirado do Site - http://dyingdays.net

Discografia:

Turn on the Bright Lights - 2002 (Matador)
Antics - 2004 (Matador)

O enigma Vivian Maier.

Fonte :  https://revistazum.com.br/colunistas/o-enigma-vivian-maier/ É difícil saber o que leva alguém a optar por atravessar a vid...